DEPOIMENTOS
“Aqui em Santa Cruz dos Navegantes são muitos pescadores. Tem uns 500 pescadores, mas nem todos estão na ativa o tempo todo, né?
Por causa das dificuldades que a gente enfrenta, muitas apreensões, áreas que a gente não pode mais pescar. Então, pra gente está muito difícil, está uma escassez de peixe, mas a gente se vira por que não têm uma outra área de serviço.
Os nossos estudos não são compatíveis para trabalhar em empresas ou indústrias, então a gente pesca, mas muitos passam necessidade.”
“Nossa Comunidade é muito boa, graças a Deus. Gosto de morar aqui.
Tem um pronto socorro que nos atende muito bem, disso não tenho o que reclamar. Só a água que tem faltado muito aqui, isso não está bom!
Quanto à pesca, era melhor do que é hoje, mas gosto de pescar e não sei fazer outra coisa, tudo que tenho foi a pesca que me deu.”
“Sou natural do bairro, sou filha de caiçara, meu avô foi um dos primeiros moradores, ele pescava com a arte de cerco, alguns tios permaneceram nessa arte, outros passaram para o mexilhão e eu fui criada nesse meio, na pesca, mais comendo mesmo.
Fui crescendo nesse meio e aí eu trouxe essa cultura do berbigão, o vôngole, esse trabalho não precisa de barco nem de rede, é uma pesca manual, você espera a maré baixar e pega, sou eu e minha irmã que fazemos essa atividade. Infelizmente a cultura do pescador está se perdendo, é muita dificuldade, mas tem sempre um peixinho fresco, que é o costume da família de pescador, a cultura de compartilhar.”
