DEPOIMENTOS

“Eu nasci e pesco aqui em Praia Grande, desde 1994, há 31 anos, mas bem antes eu já empurrava barco para ganhar um peixe e meu pai me levava para o mar.

A pesca para mim, tem três pilares: quem me levou, quem me deu moral e quem me espelha. Meu pai me levou, mas nunca me deu moral, quem me deu moral foi um cara que trabalha aqui e que me ensinou muita coisa.

Vivo só da pesca, as vezes é mais difícil, aqui é mar aberto, mar bravo, mas é bom.”

Juari Alves da Silva – pescador artesanal

“Eu iniciei na pesca aos 10 anos junto com meu pai. Começamos numa embarcação a remo, depois conseguimos comprar uma lancha.

Antes dava mais peixe do que hoje. Eu não consigo viver só da pesca, é muito difícil, tem que ter outra atividade, pois quando o mar está bravo eu entro na peixaria como limpador, mas gosto de pescar, sempre pesquei aqui.

A pesca foi a herança que meu pai me deixou.”

Sandro Gomes – pescador artesanal

“A pesca aqui começou com o meu pai e meu avô.

Meu pai veio para cá na década de 60 e eu nasci aqui.

Meu pai começou a fazer aqui, como se fazia lá no Ceará: vendia o peixe na beira da água. Hoje, pesco eu e meu filho, que é a quarta geração de pescadores na minha família. A pescaria não está mais tão boa como era antigamente.

Hoje, tem pouco peixe e muita fiscalização. Antes tinha muito siri, não tem mais. Eu ainda vivo só da pesca, comecei aos 8 anos fazendo filé de peixe. Aos 10 anos fui pescar e faço isso até hoje.”

Sandro Alves da Silva – pescador artesanal

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