DEPOIMENTOS
“A pesca aqui era bem forte, muito ativa, tinha uma variedade de peixes enorme. Hoje está mais escasso, mas ainda temos muitos pescadores.
Eu comecei a pescar com meu pai quando tinha uns 10 anos.
Antigamente a gente jogava a tarrafa para pegar camarão branco e quando vinha na rede o cavalo marinho, a gente logo soltava. Meu pai dizia que se tinha cavalo marinho era um bom sinal, era sinal que o canal estava limpo, então era a primeira coisa que a gente fazia, soltar o cavalo marinho. Eu ainda pesco, mas nunca mais vi cavalo marinho por aqui.”
“Sou filho e neto de pescador, desde criança eu já ia pescar com meu pai, eu remava e ajudava meu pai, aprendi a fazer rede e vivi muito tempo da pesca, tinha muito peixe aqui na região, hoje não tem tanto, mas eu nunca abandonei a pesca, está no sangue.
Nasci em Sítio Cachoeira, moro aqui e não troco por lugar nenhum, não é que eu não goste de outros lugares, mas aqui a gente tem liberdade, você vê a natureza, eu tenho descendência indígena e minha vida é viver perto da natureza.”
“Eu cheguei aqui me 1954, nasci em Pernambuco, mas a família da minha esposa chegou aqui por volta do ano de 1800.
Eu me casei em 1970, sempre fui do comércio e quando meu sogro faleceu comecei a cuidar daqui também, do Bar da Bica e hoje trabalhamos eu e meu filho.
Gosto muito desse local, moro um pouco no Guarujá e um pouco aqui, mas não sairia da região, tenho comércio aqui e na temporada trabalhamos bastante, em muito movimento.”
